terça-feira, 2 de junho de 2015

Pequena Pugilista

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Janeiro I

 _____________________________________.É  preciso suor para tudo, antes e depois da corrida. As verdades são mentiras ditas muitas vezes, é preciso antes de tudo acreditar no que se diz. Difícil viver sem crer nas verdades inventadas, então emprega um pouco de honestidade nas tuas invenções. Pinto minha lembrança de violeta, a cor que dou aos desejos, a cor que dou a você. Mas violeta é cor fantasia. 

domingo, 19 de outubro de 2014

Postado por Brenda.K às 06:19 0 comentários Links para esta postagem






Ela disse ter medo do mundo,
não concebe as coisas assim como estão,
realidade de quem come
e quem espera,
quem mira
e quem atira,
bala de prata
a cortar a multiplicidade das paredes brancas,
filete de sangue na boca,
juras amalgamadas num sonho de portas trancadas
− Pelo que fica em mim,
Juro que ainda atiro no tempo que restar.
Estalo.

E os beijos na janela, tranquilas testemunhas.
Postado por Brenda.K às 06:16 0 comentários Links para esta postagem





















O céu é azul, Zenaide!
E as palavras estão aí
a cutucar passarinhos.

A rede

Postado por Brenda.K às 06:15 0 comentários Links para esta postagem
O corpo pesara naqueles dias. A sujeira penetrava os poros, uma massa amorfa de terra e suor afundava na pele daqueles dias saturadamente amarelos,desses que não chovem.
A casa pesava, era preciso organizar-se.
Chegava, tirava os sapatos pela varanda, não conferia se restava comida, ainda que fria. Encarava sem cerimônia a rede em frangalhos, pesada. Dois pesos e duas medidas, por ali adormeciam. Na incapacidade do incômodo, os insetos não o inquietavam, nem mesmo o gatinho que teimava em fincar-lhe as unhas nas costas, pedindo espaço, era capaz de acorda-lo. Os filhinhos é que iam, igualmente descalços, desperta-lo da tosse e de algum despreocupado pesadelo que por ventura tivesse.
Levantava-se, arrastava as botinas até a porta da cozinha, dormia. A cama pesava. Todos os objetos da casa pesavam, era preciso organizar. Quando acordava, pensava nessa necessidade e guardava algumas poucas roupas numa bolsa, saía, fazia que não voltava. Mas sempre retornava e encontrava por ela, a pequena rede que mal comportava um corpo, empoeirada na varanda.
A rede não lhe dava prazer, nem mesmo amofinava o espírito, não sentia nada, apenas a correspondência do próprio cheiro no pano que embalava-lhe o sono, ela era o espelho do que pesava.
Amanhecia e a bolsa com as roupas permaneciam no mesmo lugar, o da incapacidade de partir. Num dos retornos rotineiros, olhou a varanda mal iluminada e não encontrou por ela.
Pegou a bolsa, dois pares de sapatos, algumas ferramentas, todas enfiadas numa carroceria. Foi-se. Não voltou.

Ele pesava, a rede pesava, a casa... era preciso organizar-se. 
Postado por Brenda.K às 06:13 0 comentários Links para esta postagem
                                                                                                                                             
                                                                              

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Agosto, 84

Postado por Brenda.K às 17:41 0 comentários Links para esta postagem

Elisa, 


Penso em escrever-te há um tempo. Não tome o tempo aqui como mensurável, ou palpável, pois sabes bem que no papel ele nunca o é. Escrever-te-ia se essa folha escapasse dessa contemplação infinda de não ser, de permanecer assim: vazia. Sem algo de importante que a macule: como estou. Sim. Sinto-me tocada. Prazer e dor, trocando entre si relações intrínsecas, secas, me maculando e volta e meia apagando-me as marcas.
Silêncio. Que tento escapar. Do presente que se desvanece, sobrando-me apenas o ontem não vivido. Escuta o tilintar das colheres, mexendo o chá, o barulho mínimo das canetas que caem que falham. Estou tentando escapar do branco, vês?
Apresso-me nessa corrida preenchendo as linhas que faltam
Disfarçando tantas outras.
Pondo reparos.
Cuidando para que o verbo não me escape.
Mas ele escapa.
Foge arredio e incompleto das mãos.
Como lágrimas, das que me forço a chorar.

Pauso-me.
Banho-me.
Retomo agora que é tarde, e as altas da noite o eu torna-se menos reticente.
Não sei, no entanto, se me completo, ou me envio a ti assim: sem término. Talvez seja o sono que não me deixe findar o que comecei, ou eu seja infinda em todas as proporções, lados geométricos, em linhas ou em corpo de mulher.


Ana 

Ao acordar

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Espero que entenda que meu corpo desperta
Com a entrada do sol por entre
As frestas da janela
Com tuas mãos espalmadas sobre meu ventre
Com o gozo fértil
Das manhãs
Que
São
Nossas.
Murmura alto pra mim: Êvoé!
Me toma de braços, de bruços
De vinho.
Te faço um poema se quiseres
Sei brincar e brindar com palavras
Como que embriagada.
Me embriagas, com a
Palma
Da
Mão
Sobre
Os seios
Rente ao prazer

Que comungas comigo.

Punhadinho de bobeiras pra Fêfê

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Séria.
Contrita.
Aflita.

Flutuante.

Breve.
Leve.
Brisa.
Viajante.

Distração

Postado por Brenda.K às 17:18 0 comentários Links para esta postagem

Encarando a xícara de chá.
O saquinho de ervas boiando em água doce,
oscilando frente às investidas da colher, 
que reeeema...
fazendo o líquido esfriar,
pra lá, pra cá...
pra lá, pra cá...
Por gostar do movimento,
comprei umas folhas sem pauta,
brancas de tudo,
pra ver a caneta,
oscilar no juízo,
pra lá, pra cá...
pra lá, pra cá...

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Chão.

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Primeira vez Beatles
Beijo
Salto
Sem
Asas
Ponto de ônibus,
Encontro  
...
Amor,
A
Felicidade
É
Um
Escââââââândalo
Uma
Loucura!
Uma
Arma
Quente.
Falta
De
Amor
Mor-rer
As
Prestações
Quando
A
Saudade
Da
Poeira
Do
Tempo
Que cobria
Nossos
Pés
Vem

Me visitar.

Quem sou eu

Minha foto
Algo entre a vírgula e o ponto final. Sou onde falta acento e pausa.
 

Sanguinho Novo Copyright © 2012 Design by Antonia Sundrani Vinte e poucos